Um Filme Falado: de Manoel de Oliveira

Um Filme Falado (2003) do diretor português de Manoel de Oliveira que, pelo título e pela forma, explicitamente ilustra a assumida teatralidade do seu modo de fazer cinema.

O modo teatral dos seus filmes é manifesto sobretudo desde O Ato da Primavera (1942), mantém-se na sua segunda longa-metragem de ficção, O Passado e o Presente (1971), não sem sofrer o ataque de críticas severas, e só nos seus filmes seguintes – justificado por abundantes considerações teóricas de comentadores e críticos –, é assumido e decididamente cultivado como forma de conteúdo.


Uma professora de história em viagem de cruzeiro pelo Mediterrâneo segue a trama da civilização, vista como utopia do mundo atual. A linguagem criadora de civilização, a contradição de ser português – o mais universalista dos europeus, o único que não fala a própria língua fora do seu país – ilustram a realidade da União Europeia.

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